19 de abr. de 2013

DIA DA MULHER

HOMENAGEM I

Na noite da última terça feira (16), a Câmara de Vereadores de Poço Branco realizou uma sessão solene para homenagear o Dia Internacional da Mulher. Mesmo acontecendo 39 dias após a data oficial (8 de março), e contando com uma tímida participação da comunidade, a solenidade foi marcada por emoção e biografias que se confundem com a própria história da cidade de Poço Branco.

Entre anônimas e pessoas públicas, cada vereador optou por indicar uma poço-branquense para homenagear - uma tarefa difícil quando o município possui quadros femininos que sempre se destacaram pela atuação e presença nos mais importantes momentos da comunidade. Com certeza, cada uma delas, a seu tempo e modo, deu alguma contribuição para o desenvolvimento do município.

Em seu blog, o ex-vereador Neo Alves destacou outras quatro que também poderiam ter sido homenageadas naquela noite. Foi uma homenagem também válida, mas com tantas opções disponíveis seria impossível produzir uma matéria digital sem esquecer de algumas delas.

Em 2009, quando ainda era o único blog do município, este espaço homenageou 156 mulheres: algumas em vida; outras, já falecidas (imagem abaixo). Foi uma maneira de reconhecer as virtudes de algumas e rememorar as de outras... Mesmo assim, e certamente, também restaram muitas conterrâneas a homenagear.


HOMENAGEM II

Vereador Inácio Alexandre (esq) homenageou Dona Marié
Dentre as mulheres homenageadas na solenidade, destaque para a paraibana Maria Nunes Felipe, mais conhecida como Dona Marié, mãe do professor José Cassimiro e de outros dez irmãos.

A seguir, reproduzimos um pouco da história de Dona Marié. Confira.

Maria Nunes do Nascimento, conhecida carinhosamente como Dona Marié, nasceu aos 05 dias do mês de abril de 1935, no Sítio Junqueiro, no município de Serraria, na Paraíba. Teve uma infância normal, dentro dos parâmetros da época. Em 1952, aos 17 anos de idade, desloca-se para Recife, para casa de uma tia, objetivando trabalho e, mesmo de menor, consegue sua primeira e única experiência de trabalho com carteira assinada na Fábrica de Tecidos Macaxeira, no Bairro de Casa Amarela, por 1 ano e 6 meses.

Em 1954, então com 19 anos, retorna à Serraria/PB quando conhece João Cassimiro Felipe, jovem recém-chegado de Caicó/RN, que estava na cidade a trabalho e que se constituiria no grande amor da sua vida. Após dois anos de namoro, aos 21 anos, casa-se com João Cassimiro Felipe, em 26 de maio de 1956, assumindo o nome de Maria Nunes Felipe e vem morar em Solânea-PB, dedicando-se exclusivamente aos afazeres domésticos.

Em 14 de março de 1957, tem o 1º filho de uma série de 11, todos nascidos vivos. O jovem João trabalhava na construção de um túnel ferroviário na vizinha cidade de Bananeiras/PB e Dona Marié era responsável pela casa e pela educação dos filhos. Em 1962, Seu João, com o término das obras do túnel ferroviário, é convidado pelo amigo Vauban Bezerra de Faria, engenheiro daquela obra, a vir para o Rio Grande do Norte, trabalhar em uma grande obra, a então Barragem de Taipu.

Seu João aceita o convite e deslocou-se para o local da obra, ficando Dona Marié sozinha, com seus, até então, cinco filhos. Ela assumiu a casa na sua totalidade, já que a distância, os meios de transportes e o trabalho intenso eram fatores que dificultavam a ida e vinda de seu João para Solânea/PB. A visita a sua família acontecia a cada 30 dias.

Dona Marié sofria com essa ausência, mas resistia em sair de Solânea/PB, pois ali estava próximo dos seus familiares. A obra da Barragem se estendia e seu João viu a necessidade de trazer a sua família para o local da obra, pois a Construtora Nóbrega & Machado Ltda começara a construir residências para os funcionários casados e de outras localidades. A família de Seu João foi uma das primeiras a migrar para Poço Branco, tendo chegado aqui em 09 de Janeiro de 1963, habitando uma das primeiras casas construídas, a mesma que Dona Marié habita até hoje, 50 anos depois.

Dona Marié vive momentos delicados, devido às saudades dos seus entes queridos distantes, mas supera com dedicação à família que requer cuidados especiais como saúde e educação, itens precários na localidade. Sua abnegação pelo próximo é grande e se dedica incansavelmente à Igreja Católica, sendo hoje participante do Apostolado de Oração e a uma tarefa grandiosa: curar o próximo, arte que aprendera com sua mãe e até hoje pratica, sobretudo com as crianças.

Ela ainda acorda antes das 5 horas da matina e só dorme após as 21 horas, dedicando-se ao lar, aos filhos e filhas e à Igreja. Adora servir o tradicional cafezinho vespertino, todas às tardes, na sombra da mangueira para quem chega ao banquinho em frente a sua residência. A seu próximo, como benzedeira, ajuda e jamais abriu mão de fazer. E essa ação já lhe oportunizou ser entrevistada pela equipe organizadora do Selo UNICEF. Dona Marié é uma mulher forte, dinâmica, caseira e uma cidadã que também contribuiu para o desenvolvimento de Poço Branco.

Texto extraído do Facebook de José Cassimiro Felipe.

16 de abr. de 2013

ESPORTE LOCAL

CONVITE


A Coordenação de Esporte e Lazer de Poço Branco convida os representantes de clubes de futebol do município para participar de uma reunião que tratará do torneio de inauguração do Estádio Municipal Cícero Luiz da Silva, a ser realizada no dia 12 de maio próximo, e de outros assuntos.

A reunião arbitral do torneio acontecerá no dia 28 de abril, às 9h, na Casa das Famílias, situada a Avenida Santa Luzia, nº 1000, próximo ao Centro Comercial. Na ocasião serão abordados temas de interesse do desporto local. Quais sejam:

1. Torneio de inauguração do Estádio Municipal de Futebol;
2. Campeonato Municipal de Futebol;
3. Criação do calendário desportivo do município;
4. Formação da Liga Desportiva do município;
5. Outros assuntos de relevante interesse.

Atenciosamente,

Manoel Targino Junior
Coordenador de Esportes e Lazer

11 de abr. de 2013

ENTREVISTA

ELÓI CATARINO

"Quando temos saúde, temos tudo"
No último sábado (6), o Blog esteve no povoado de Acauã e conversou com um dos seus mais antigos moradores, o Sr. Elói Catarino (foto). Homem simples e de frases curtas, Seu Elói se revela, acima de tudo, um lutador pela vida... Confira.

SOBRE A INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA

A falta oportunidades sempre impediu o desenvolvimento do homem do campo
Prestes a completar 80 anos, o poço-branquense Elói Catarino respira momentos de lucidez e visão crítica surpreendentes para um homem que viveu toda a vida longe dos bancos escolares. Ao falar de sua infância, em especial, Seu Elói se mostrou reticente em revelar detalhes. Afirmou que quase não teve infância, pois todo filho homem tinha que trabalhar para ajudar no sustento da família. Diz não ter passado fome, mas descreveu cenários de muito sofrimento, trabalho pesado e poucas opções de lazer e entretenimento. Na sua infância e adolescência, a diversão não era mais do que brincar na beira do Rio Ceará Mirim...

SOBRE OS MODOS DE VIDA

Ao chegar a meia idade, Seu Elói já era pai e foi nessa época que todo o antigo povoado da Acauã migrou para a atual localização – em decorrência da construção da Barragem de Poço Branco. Seu Elói afirmou não lembrar quantos migraram, mas poderiam ser umas 15 famílias - mais ou menos. Eram uma só família em que todos trabalhavam muito, de sol a sol... A agricultura era a atividade principal dos moradores da Acauã e a maioria não tinha um chão de terra prórpio. “Era preciso trabalhar alugado nas terras dos fazendeiros para ajudar no sustento... Nós não tinhámos outras oportunidades”, esclareceu.

Hoje em ruínas, a Fazenda de Joaquim Amaro foi local de trabalho de muitos
A vida social da comunidade era restrita a algumas poucas festas, como a brincadeira de reis (o Boi de Reis) e outras atividades culturais que caíram no esquecimento desde então. Segundo Seu Elói, o trabalho tomava muito tempo e a noite era só para dormir e descansar. Por muitos anos ele não soube o que era energia elétrica, TV, etc... Sobre a relação entre pais e filhos, Seu Elói descreveu que os netos, irmãos, sobrinhos e outros parentes eram todos tratados como filhos para que uma família pudesse ajudar a outra naquilo que faltasse. “Havia muito respeito aos mais velhos e isso eu não vejo mais faz tempo...”, confessa o ancião.

SOBRE AS REALIZAÇÕES

Elói Catarino diz ter vivido sempre do trabalho honesto, com muita luta a cada dia e sempre tendo o que comer – o mais importante para ele. Disse ainda que, no passado, as pessoas não precisavam de muito coisa para viver, mas que hoje fazem questão em ter posses materiais que não dão sentido a vida... Seu Elói afirmou que se pudesse voltar no tempo teria estudado, pois teria uma vida melhor hoje. Disse ainda que um dos seus orgulhos foi ter sido líder do povoado da Acauã por tanto tempo (ao lado de irmãos e primos) - o que, de certa forma, ajudou a guiar e ensinar os mais novos.

SOBRE AS SAUDADES 

A maior de todas as saudades de Elói Catarino é sua família (pais e irmãos) e os amigos da infância e adolescência. “A gente tinha amigos de verdade, como o seu pai. Ali era um amigão de verdade. Ele vinha aqui sempre que a gente precisava. Ele deu muita injeção nesses meninos daqui...”. Seu Elói ainda se mostrou emocionado ao saber que o nome do Hospital Municipal de Poço Branco é do seu amigo Manoel Caju... Ele também disse sentir saudades do tempo em que podia dançar, trabalhar e tinha uma saúde de ferro. “A saúde é a melhor coisa que existe. Eu sinto saudade do tempo que eu era jovem e tinha saúde”.

AS PERSPECTIVAS PARA POÇO BRANCO

Saneamento básico é um assunto que Elói Catarino desconhece
Para Elói Catarino esse assunto é bastante complicado de falar. Ele acredita que cada tempo teve as suas dificuldades e, mesmo usando poucas palavras, imagina que problemas e tempos ruins sempre existiram e vão sempre existir na humanidade. Em relação a sua terra ele acredita que muitas coisas melhoraram - especialmente as ações do governo federal, mas a segurança e a saúde precisam de mais atenção. Seu Elói finalizou dizendo que as pessoas precisam mudar de atitude em muitas coisas, precisam ter mais fé e que as drogas são “a peste do mundo” por levarem tanto sofrimento as famílias.

10 de abr. de 2013

ÚLTIMAS DO BLOG

CHAMADA PÚBLICA

A Coordenação de Esportes e Lazer de Poço Branco convida todos os representantes de clubes/agremiações de Futsal de Poço Branco, na categoria adulto masculino, para participar do Congresso Técnico que realizará a Taça Poço Branco de Futsal, a ser realizado no dia 19 de abril de 2013, às 20h, nas dependências do Ginásio Poliesportivo Raimundo Rodrigues da Silva (O Caxiadão).

EXPECTATIVA, ALÍVIO E FRUSTRAÇÃO

Partidários se concentraram à espera do resultado da audiência
A segunda-feira (8) foi de muita expectativa para o mundo político de Poço Branco. Era sabido que, qualquer que fosse a decisão da justiça, a expectativa gerada há dias se transformaria em alívio para um lado e frustração para outro – entenda-se “lado” como os atuais grupos políticos do município.

A audiência para julgar um suposto crime eleitoral (em 2012), tendo como envolvidos diretos o atual prefeito de Poço Branco e o seu vice, e como denunciantes o casal Francisco das Chagas de Lima e Francinete Lourenço de Souza, iniciou às 10h. A essa hora era grande a movimentação nas imediações do Fórum Eleitoral...

As vestes na cor vermelha predominaram
Ao final da audiência, o Juiz Eleitoral de Poço Branco arquivou o processo por considerar as denúncias “contraditórias, sem consistência e sem prova consistente”. O processo foi arquivado e os partidários do prefeito tomaram as ruas da cidade em comemoração.

Parecia mesmo o resultado de outra eleição...

Fotos: Daniel Pinheiro

5 de abr. de 2013

EDUCAÇÃO

PACTO PELA ALFABETIZAÇÃO

Mesa composta por autoridades locais
Foi lançado em Poço Branco, na tarde desta quarta-feira (03), o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa. A intenção principal do pacto é tornar todas as crianças alfabetizadas até completarem oito anos de idade. O pacto é um compromisso formal assumido pelos governos federal, dos estados e municípios para assegurar que todas as crianças estejam alfabetizadas até os oito anos de idade, ao final do 3º ano do ensino fundamental.

Público presente ao evento
Grupo de Canto da Escola Municipal Aluizio Alves
Aos oito anos de idade, as crianças precisam ter a compreensão do funcionamento do sistema de escrita; o domínio das correspondências grafofônicas, mesmo que dominem poucas convenções ortográficas irregulares e poucas regularidades que exijam conhecimentos morfológicos mais complexos; a fluência de leitura e o domínio de estratégias de compreensão e de produção de textos escritos.

Palavras da secretária de Educação, Dorinha Menezes
No Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa, quatro princípios centrais serão considerados ao longo do desenvolvimento do trabalho pedagógico. Dentro dessa visão, a alfabetização é, sem dúvida, uma das prioridades nacionais no contexto atual, pois o professor alfabetizador tem a função de auxiliar na formação para o bom exercício da cidadania.

Palavras do prefeito, Maurício Menezes
Para exercer sua função de forma plena é preciso ter clareza do que ensina e como ensina. Para isso, não basta ser um reprodutor de métodos que objetivem apenas o domínio de um código linguístico. É preciso ter clareza sobre qual concepção de alfabetização está subjacente à sua prática.

Professora Zenaide ao lado do vice-prefeito Percivaldo e do vereador Kléber
O evento de lançamento do pacto em Poço Branco contou com a presença de alunos, pais e diversas autoridades locais.

Fonte: MEC