21 de jan de 2013

ÚLTIMAS DO BLOG II

CRIME BÁRBARO

PM agiu a tempo de evitar o linchamento do acusado
A tarde da última quarta-feira (16) mudou a rotina da sede do município de Poço Branco. O fato que surpreendeu toda a comunidade foi a denúncia de um suposto estrupo cometido contra uma criança de quatro anos. Informada do ocorrido, a PM local, comandada pelo Sgto. Batista, realizou diligências no sentido de prender o acusado do fato, Francisco Canindé Alexandre da Silva (22), mais conhecido por “Painho de Sandrinha”.


O fato policial quebrou o convívio pacífico na comunidade poço-branquense. Segundo relatos da PM local, o acusado por pouco não foi linchado por populares, numa atitude de muita revolta e desejo de “fazer justiça com as próprias mãos”. O Sgto. Batista confirmou ao repórter Evanuel Ataliba (João Câmara) que o acusado negou a autoria do delito, mas que um exame médico e o depoimento da mãe da criança o levavam a acreditar na autoria do crime pelo acusado.

Vídeo: repórter Evanuel Ataliba. 
CARNAVAL 2013

ASSUNTO CONTINUA SENDO O MAIS DEBATIDO NAS RUAS DA CIDADE E NA INTERNET


Distrito do Contador terá Carnaval independente da sede
Sem poder contar com a estrutura pública, há vinte anos organizada e patrocinada pela Prefeitura Municipal, o folião poço-branquense começou a buscar alternativas para não deixar o Carnaval local perder o espaço e o reconhecimento regional que vem ganhando nos últimos anos.

Tradicionais foliões e blocos carnavalescos da cidade estão tentando se organizar em busca de parcerias e soluções que possam substituir a ausência de shows ao ar livre e a estrutura de som e palco de anos atrás. A maior dificuldade em encontrar essa alternativa está nos custos elevados para esses fins, o que não estava nos planos dos blocos e dos foliões. 

Em uma rede social, alguns foliões estão expressando suas opiniões e demonstrando claramente o grau de dúvida e preocupação com os encaminhamentos que a festa tomará sem a contribuição financeira do erário público. Ainda são poucos, mas a ideia de um deles é tentar reunir todos os envolvidos no processo, inclusive o prefeito e vereadores, para buscar uma alternativa que possa dar algum suporte a folia poço-branquense desse ano, evitando que cada bloco ou grupo de foliões acabe isolado e fazendo sua folia de forma individual e em locais distintos.

O argumento dos diretores dos blocos, por exemplo, é que esse tipo de festa precisa de aglomeração/concentração organizada de pessoas para dar a impressão da grandiosidade do evento. Os blocos respondem por grande parte dos foliões locais e também alegam que não estão preparados para arcar com outras despesas, como o pagamento de estruturas de som e shows de artistas. Outra preocupação comum é a confirmação da desistência de alguns grupos de visitantes que parecem dispostos a procurar outros itinerários carnavalescos. 

O IMPEDIMENTO 

Em 2013, o decreto estadual nº 23.037 (09/10/2012) e a recomendação conjunta do Ministério Público de Justiça (MPJ) e do Tribunal de Contas do Estado (TCE) fizeram o raio de participação da Prefeitura Municipal de Poço Branco no Carnaval local ficar restrito ao apoio médico, de limpeza e operacional da festa. Por força dessas leis, a Prefeitura de Poço Branco não poderá custear os shows e toda estrutura física da festa (palco, trios, banheiros públicos, etc.) – o que sempre foi o diferencial em uma cidade que não possuía Carnaval e Festa de Emancipação Política ao ar livre e de forma gratuita para o povo. 

O decreto estadual e a recomendação conjunta para não utilizar recursos públicos nas festas de Carnaval (e em outras datas importantes de 138 municípios do Estado) pôs fim a uma tradição de 21 anos que é motivo de orgulho do povo de Poço Branco, um patrimônio e uma conquista do município que não foi fácil de alcançar e que corre risco de perder força.

Ainda assim, cabe esclarecer que Poço Branco terá o seu Carnaval de Rua normalmente: apenas não contará com uma organização padronizada, uma vez que o erário público não poderá contribuir financeiramente. Entretanto, os temores de tradicionais foliões são muitos em função dessa mudança. Dentre eles estão a incerteza em contar com um local dedicado/estruturado para abrigar os foliões e a provável desistência de vários deles em vir ao município.

Dentre outros motivos apresentados ao TCE e ao MPJ, a Prefeitura de Poço Branco alegou que havia realizado todas as ações necessárias ao combate à seca; que o Carnaval local é gerador de divisas e impactos positivos na economia; que a folia não compromete as finanças municipais e que, sobretudo, a maioria de sua população habita o meio urbano (53%) e que nem toda área rural (47%) passa por falta de água constante.

Prefeitura de Macau fará coletiva de lançamento do Carnaval 2013
Dos 138 municípios afetados com “o decreto da seca”, cerca de 80 procuraram medidas jurídicas para reverter a situação, mas apenas Macau logrou êxito - através de uma ação liminar. Segundo o Censo 2010 (IBGE), Macau possui em torno de 24% de sua população habitando a zona rural. Mesmo assim, outras cidades com igual tradição carnavalesca, como Currais Novos e Caicó, por exemplo, continuam sob as mesmas restrições da Lei mesmo possuindo menos população rural do que Macau - respectivamente, 11% e 8%.

Com todos os estragos que a seca vem deixando em toda região, há vários anos, os municípios de Guamaré (com 64% de sua população habitando a zona rural), Touros (75%) e Bento Fernandes (60%) também deverão cancelar seus carnavais realizados à custa de dinheiro público. Assim como estes municípios, o vizinho município de Taipu também sofre com a seca, da mesma forma que Poço Branco, mas não se encontra em Estado de Calamidade mesmo tendo 65% de sua população habitando a zona rural.

É como acreditar que, ultimamente, tem chovido em Taipu e em Poço Branco não; ou que as medidas contra a seca foram mais eficazes no município vizinho do que aqui. Sinceramente, é difícil entender essa medida do governo do Estado”, destacou ao Blog o cidadão poço-branquense Antônio Marcos do Nascimento (29).
 

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