ENQUETE DO BLOG
Após 30 dias de enquete, os leitores do Blog responderam a seguinte
pergunta:
“Mesmo com a mudança no estilo do Carnaval poço-branquense (de rua para
clubes) você pretende passar a folia de 2013 em Poço Branco?”.
E o resultado final foi o seguinte:
Sim - 41%
Não - 56%
Não souberam responder - 3%
SOBRE A SECA NO NORDESTE
Ao contrário do
que muitos pensam, a seca não atinge toda a região Nordeste. Ela se concentra
numa área conhecida como Polígono das Secas. Esta área envolve parte de oito
estados nordestinos (Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco,
Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe) e parte do norte de Minas Gerais.
CAUSAS
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Calor, terra árida e vegetação seca (foto: Sérgio Freitas) |
As principais
causas da seca do Nordeste são naturais. A região está localizada numa área em
que as chuvas ocorrem poucas vezes durante o ano. Esta área recebe pouca
influência de massas de ar úmidas e frias vindas do Sul. Logo, permanece
durante muito tempo, no sertão nordestino, uma massa de ar quente e seca, não
gerando precipitações pluviométricas (chuvas). O desmatamento na região da Zona
da Mata também contribui para o aumento da temperatura na região do sertão
nordestino.
UM PROBLEMA SOCIAL
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Famílias abandonam suas casas e terras por causa da seca |
A seca, além de
ser um problema climático, é uma situação que gera dificuldades sociais para as
pessoas que habitam a região. Com a falta de água, torna-se difícil o
desenvolvimento da agricultura e a criação de animais. Desta forma, a seca
provoca a falta de recursos econômicos, gerando fome e miséria no sertão
nordestino. Muitas vezes, as pessoas precisam andar durante horas, sob sol e
calor muito fortes, para pegar água, geralmente, suja e contaminada. Com uma
alimentação precária e consumo de água de péssima qualidade, os habitantes do
sertão nordestino acabam sendo vítimas de muitas doenças - outra consequência da seca.
O desemprego nesta
região também é muito elevado, provocando o êxodo rural (saída das pessoas do
campo em direção as cidades). Muitas habitantes fogem da seca em busca de
melhores condições de vida nas cidades. Estas regiões ficam na dependência de
ações públicas assistencialistas que nem sempre funcionam e, mesmo quando
funcionam, não geram condições para o desenvolvimento duradouro e sustentável da região.
AÇÕES COMUNS
Algumas ações vêm sendo tomadas ao longo dos anos para diminuir o impacto
da seca. Porém, a maioria delas não tem efeito definitivo e sim momentâneo. Os mais
comuns são: construções de
cisternas, açudes e barragens; investimentos em infraestrutura e a distribuição
de água através de carros-pipa. Na prática, a implantação de um sistema de
desenvolvimento sustentável para que as pessoas não necessitem de ações
assistencialistas dos governos e o incentivo público à agricultura adaptada ao
clima e solo da região, com sistemas de irrigação, são ações que permanecem no
papel e ainda não viraram realidade.
A TRANSPOSIÇÃO
A transposição do Rio
São Francisco é um dos projetos mais antigos e mais esperados pelas populações
afetadas pela seca. O governo federal já começou, paralisou e recomeçou este
projeto tantas vezes que nem é possível saber quantas. A transposição visa a
construção de dois canais (totalizando 700 km de extensão) para levar água do
rio para regiões semiáridas do Nordeste. Desta forma, a transposição diminuiria o impacto da
seca sobre a sofrida população residente, pois facilitaria o desenvolvimento da
agricultura e pecuária da região.
A SECA
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Animal que morreu de sede e fome (foto: Sérgio Freitas) |
A seca que atingiu
o Nordeste no começo de 2012 foi a pior dos últimos 30 anos. A região mais
afetada foi o semiárido nordestino, principalmente no estado da Bahia onde cerca
de 230 municípios foram atingidos. A seca trouxe muitos prejuízos para as
principais fontes de renda da região: pecuária e agricultura de milho e feijão.
A seca é vista pelos nordestinos de maneiras
diferentes e, poucas vezes, os cidadãos enxergam essa realidade por um foco
predominantemente científico. Na grande maioria das vezes as pessoas preferem
dar à seca uma conotação religiosa, acreditando se tratar apenas de castigo
divino.
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Animal amarrado para não morrer à mingua |
As consequências
da seca são muitas e vão muito além das perdas materiais. A seca também interrompe
sonhos, muda o planejamento de famílias que, em geral, procurarão os
grandes centros (já estagnados) para sobreviver. Após essa mudança, o homem do
campo passará a conviver em outra selva (a de pedra) e enfrentará todos os
problemas do cotidiano de uma grande e média cidade.
4 comentários:
Excelente publicação. Boa pesquisa e repassada com informações claras e precisas. Não sou nenhum especialista mas diria que é digna de publicação em qualquer jornal impresso.
(Gleydson Silva)
Daniel,
Belíssima análise do fenômeno da Seca. Feita sob vários aspectos: social, econômico, científica, natural, religioso. texto profundo, conciso, de linguagem acessível e crítico/construtivo.
PARABÉNS!!!!
A seca jamas vai acabar mais os governo poderia ter resolvido esta situacao a mas tempo. Mais agente sabe que tempo que ter gente pobre e analfabeta pra eleger deputado, vereador, prefeito corrupito e ladrao, esse é o brasil minha gente.
e verdade meu amigo Messias esse fenômeno natural infelizmente jamais sera resolvido pois o mesmo sustenta todo um ciclo de exploração maliciosa conhecida como a industria da seca, e fácil perceber isso basta ver que na grande maioria os donos de carros pipas são políticos ou pessoas ligadas os políticos locais, e isso e só um exemplo!
Robson Vicente
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