19 de fev de 2013

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ENQUETE DO BLOG

Após 30 dias de enquete, os leitores do Blog responderam a seguinte pergunta:

“Mesmo com a mudança no estilo do Carnaval poço-branquense (de rua para clubes) você pretende passar a folia de 2013 em Poço Branco?”.

E o resultado final foi o seguinte:

Sim - 41%
Não - 56%
Não souberam responder - 3%

SOBRE A SECA NO NORDESTE

Ao contrário do que muitos pensam, a seca não atinge toda a região Nordeste. Ela se concentra numa área conhecida como Polígono das Secas. Esta área envolve parte de oito estados nordestinos (Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe) e parte do norte de Minas Gerais.

CAUSAS

Calor, terra árida e vegetação seca (foto: Sérgio Freitas)
As principais causas da seca do Nordeste são naturais. A região está localizada numa área em que as chuvas ocorrem poucas vezes durante o ano. Esta área recebe pouca influência de massas de ar úmidas e frias vindas do Sul. Logo, permanece durante muito tempo, no sertão nordestino, uma massa de ar quente e seca, não gerando precipitações pluviométricas (chuvas). O desmatamento na região da Zona da Mata também contribui para o aumento da temperatura na região do sertão nordestino.

UM PROBLEMA SOCIAL

Famílias abandonam suas casas e terras por causa da seca
A seca, além de ser um problema climático, é uma situação que gera dificuldades sociais para as pessoas que habitam a região. Com a falta de água, torna-se difícil o desenvolvimento da agricultura e a criação de animais. Desta forma, a seca provoca a falta de recursos econômicos, gerando fome e miséria no sertão nordestino. Muitas vezes, as pessoas precisam andar durante horas, sob sol e calor muito fortes, para pegar água, geralmente, suja e contaminada. Com uma alimentação precária e consumo de água de péssima qualidade, os habitantes do sertão nordestino acabam sendo vítimas de muitas doenças - outra consequência da seca.

O desemprego nesta região também é muito elevado, provocando o êxodo rural (saída das pessoas do campo em direção as cidades). Muitas habitantes fogem da seca em busca de melhores condições de vida nas cidades. Estas regiões ficam na dependência de ações públicas assistencialistas que nem sempre funcionam e, mesmo quando funcionam, não geram condições para o desenvolvimento duradouro e sustentável da região.

AÇÕES COMUNS

Algumas ações vêm sendo tomadas ao longo dos anos para diminuir o impacto da seca. Porém, a maioria delas não tem efeito definitivo e sim momentâneo. Os mais comuns são: construções de cisternas, açudes e barragens; investimentos em infraestrutura e a distribuição de água através de carros-pipa. Na prática, a implantação de um sistema de desenvolvimento sustentável para que as pessoas não necessitem de ações assistencialistas dos governos e o incentivo público à agricultura adaptada ao clima e solo da região, com sistemas de irrigação, são ações que permanecem no papel e ainda não viraram realidade.

A TRANSPOSIÇÃO


A transposição do Rio São Francisco é um dos projetos mais antigos e mais esperados pelas populações afetadas pela seca. O governo federal já começou, paralisou e recomeçou este projeto tantas vezes que nem é possível saber quantas. A transposição visa a construção de dois canais (totalizando 700 km de extensão) para levar água do rio para regiões semiáridas do Nordeste. Desta forma, a transposição diminuiria o impacto da seca sobre a sofrida população residente, pois facilitaria o desenvolvimento da agricultura e pecuária da região.

A SECA

Animal que morreu de sede e fome (foto: Sérgio Freitas)
A seca que atingiu o Nordeste no começo de 2012 foi a pior dos últimos 30 anos. A região mais afetada foi o semiárido nordestino, principalmente no estado da Bahia onde cerca de 230 municípios foram atingidos. A seca trouxe muitos prejuízos para as principais fontes de renda da região: pecuária e agricultura de milho e feijão.

A seca é vista pelos nordestinos de maneiras diferentes e, poucas vezes, os cidadãos enxergam essa realidade por um foco predominantemente científico. Na grande maioria das vezes as pessoas preferem dar à seca uma conotação religiosa, acreditando se tratar apenas de castigo divino.

Animal amarrado para não morrer à mingua
As consequências da seca são muitas e vão muito além das perdas materiais. A seca também interrompe sonhos, muda o planejamento de famílias que, em geral, procurarão os grandes centros (já estagnados) para sobreviver. Após essa mudança, o homem do campo passará a conviver em outra selva (a de pedra) e enfrentará todos os problemas do cotidiano de uma grande e média cidade.

4 comentários:

Anônimo disse...

Excelente publicação. Boa pesquisa e repassada com informações claras e precisas. Não sou nenhum especialista mas diria que é digna de publicação em qualquer jornal impresso.
(Gleydson Silva)

Anônimo disse...

Daniel,

Belíssima análise do fenômeno da Seca. Feita sob vários aspectos: social, econômico, científica, natural, religioso. texto profundo, conciso, de linguagem acessível e crítico/construtivo.

PARABÉNS!!!!

Messias disse...

A seca jamas vai acabar mais os governo poderia ter resolvido esta situacao a mas tempo. Mais agente sabe que tempo que ter gente pobre e analfabeta pra eleger deputado, vereador, prefeito corrupito e ladrao, esse é o brasil minha gente.

Anônimo disse...

e verdade meu amigo Messias esse fenômeno natural infelizmente jamais sera resolvido pois o mesmo sustenta todo um ciclo de exploração maliciosa conhecida como a industria da seca, e fácil perceber isso basta ver que na grande maioria os donos de carros pipas são políticos ou pessoas ligadas os políticos locais, e isso e só um exemplo!

Robson Vicente