16 de ago de 2013

OPINIÃO - PLANO POLÍTICO ESTADUAL

EM QUEM ACREDITAR? NO QUE ACREDITAR?


Durante um evento, na semana que está chegando ao fim, um parlamentar potiguar disse a seus pares e aos demais participantes: “O ideal seria que todos os partidos deixassem para tratar de eleição só em 2014... Ainda não está na hora”. Disse ainda que as dificuldades por que passa o RN estão se repetindo em todo o país, proporcionais ao que chamou de “situação econômica privilegiada” de alguns Estados. “É hora de união para ajudar o governo do RN a construir as soluções que todos esperam”, concluiu.

Em alguns aspectos, o discurso do parlamentar é perfeito. Porém, no tocante a hora de fazer política, no mínimo, ele exagerou: político faz política todo dia, inclusive o próprio, e em todo canto e lugar... Quanto a realidade descrita sobre o RN, pelo menos a que vemos disposta nas mídias, ele não foi mais do que politicamente correto com sua posição de apoio político atual ao governo do Estado. Se ela mudar, os elogios permanecerão?

A realidade potiguar não é, nem de longe, a mesma vivida em outros Estados com porte econômico semelhante. Com certeza, os problemas vividos no RN também existem na Paraíba, Sergipe, Maranhão, Mato Grosso, etc... Contudo, a dimensão não parece ser a mesma, pois apesar da propaganda governamental do RN ser intensa (e muito cara), algo consegue bombardear negativamente a maioria da opinião pública potiguar. E o que seria esse algo?

Será que as mídias dos demais Estados da federação não combatem os supostos erros e desmandos administrativos locais da mesma forma e força como se ver por aqui? O que existe no RN é apenas o jogo sujo da perseguição política, da politicagem visando prejudicar o atual governo estadual e ganhar bônus para 2014? Seria tudo fruto de inverdades, exageros e boatos criados em gabinetes adversários por mentes marqueteiras?

Ou o descompasso administrativo percebido no RN poderia pode ser mesmo consequência do desequilíbrio econômico e financeiro herdado de governos anteriores, da queda de arrecadação do FPE e de outras tantas explicações que nem dá para escrever em tão poucas linhas?

Em quem acreditar? No que acreditar?

Será que o discurso do parlamentar em tela não é o padrão da política “moderna”? Até quando seres humanos perderão suas vidas, seus futuros e suas dignidades para se criar um caos a ser resolvido, sanado ou amenizado, exatamente, antes da próxima eleição? Até quando alguns políticos usarão o discurso “da superação e da competência” só na véspera da eleição mais próxima? Até quando vão dizer que era preciso sacrifícios tão longos para vermos algo concreto - como uma obra relevante ou o cumprimento de reajustes de servidores e prestadores de serviço? Até quando falarão (de bem ou de mal) apenas da situação da saúde, da educação e da segurança pública, enquanto não mostram uma única forma de desenvolvimento humano que seja definitiva, concreta e não apenas temporária? Por que aparecem tão poucas ações desse nível para quem apenas vota, por exemplo?

Em quem acreditar? No que acreditar?

Antes, as greves trabalhistas eram o único termômetro negativo dos governos estaduais e alguns municipais – até porque a grande maioria dos meios de comunicação pertencia (e pertencem) aos próprios políticos. Atualmente, surgiram as revoltas e os protestos de rua que deram um novo sentido, força e repercussão aos movimentos, assim como o poder divulgador e independente das redes sociais, blogs e sites. Todavia, mesmo a luta sindical, os ditos movimentos anônimos e até as postagens virtuais não são unânimes: acredita-se que a maioria dos sindicatos possui alguma vinculação partidária e que as revoltas e os movimentos programados e estimulados pela internet não são exatamente “organizados pelo povo” – como alguns quiseram e querem regrar.

E agora? Em quem acreditar? No que acreditar?

Será que vale a pena ainda acreditar nas mesmas pessoas políticas, nas mesmas famílias, nos mesmos grupos, nos mesmos modos de manchar os adversários e canonizar os amigos políticos do momento? Não seria a chance de mudar, de arriscar uma variação política de verdade e que esteja fora dos padrões oligárquicos seculares do RN? Ou as mudanças que parte do eleitorado acredita ter feito em alguns lugares (poucas vezes) não foram boas o suficiente para arriscar tanto?

Como todo ser humano, um político tem ego e muitos deles acreditam que sempre podem manipular o eleitorado e “virar o jogo”, na véspera. Acreditam na força do marketing, da informação maciça e repetitiva, de uma campanha recheada de reais e, é claro, acreditam fortemente na ignorância, na condição financeira baixa, na amnésia coletiva e na falta de interesse político da massa eleitoral.

Em quem acreditar, no que acreditar se até os dois outros poderes (judiciário e legislativo) não possuem a mesma credibilidade de outrora? Até agora não há resposta a estas perguntas que muitos potiguares, mesmo que de vez em quando, ainda se fazem. Há quem acredite numa versão sem nem mesmo se informar sobre a outra. Não dar para responder, mas uma coisa é certa: o mundo civilizado um dia também foi ignorante. Para isso, pagou (e ainda paga) um preço muito alto para ter vivido dias de ápice econômico e social. Quem sabe o RN esteja nesse caminho, seja não tolerando os possíveis erros atuais e não permitindo a volta de antigos.

2 comentários:

Celio Vieira disse...

Nesse assunto ninguem aqui de PB vai opinar nao. Ate tem opiniao mais tem medo do prefeito ficar com raiva se o cara defender Rosalba ou da oposicao se nao se elogiar essa grande governadora. Eu nao acredito nas desculpa dela e acho que tem ezageros tambem e mentiras contra ela. Nao voto mss nela e acho que ainds podenos apostar no novo, menos no passado que a gente sabe como. Paeabens Daniel, so voce mesmo pra falar bem desse assuntosem faltasr respeitocom ninguem. Gostei de sua opiniao, valeu muita gente que ler seu blogue vai os olhos e vai abrir os oslhos de ohtras pesssoas.

Anônimo disse...

Ladrao, ladrona do dinheiro publico, só isso amigo.