30 de abr de 2011

GERAIS

TORNEIO DO TRABALHADOR

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FESTA


O MATADOURO DE POÇO BRANCO


A interdição do Matadouro Público de Poço Branco (foto), na última quinta-feira (28) não chega ser uma surpresa para quem, de alguma forma, dele depende. Seja consumidor, marchante, funcionário ou apenas morador de suas imediações todos sempre tiveram uma opinião parecida sobre “o novo matadouro”. Desde sua instalação, o prédio jamais conseguiu seguir todas as normas padronizadas para sua operação. Até mesmo quando a estrutura era recente, faltavam equipamentos essenciais ao trabalho de matança dos animais e o manuseio das carnes não seguia normas mínimas de higiene.

Aliás, este último sempre foi o mais preocupante dos itens que levou a interdição do Matadouro de Poço Branco. E não é por menos, pois vai de encontro ao bem mais precioso do ser humano: a saúde. Para piorar esta realidade, próximo ao matadouro também foi instalado um aterro sanitário com a intenção de destinar o lixo doméstico coletado na cidade (ambos sem nenhum tipo de licenciamento). Os dois locais públicos sempre foram alvos de reclamações da população de suas imediações (mostradas por uma matéria do antigo Blog de Poço Branco, em 07/02/2010) e cujo pontapé inicial foi dado pelo advogado Luciano Ribeiro Falcão (Brazil Foudantion Social Advocacia Popular).

Em julho passado, o secretário de infraestrutura de Poço Branco, Francisco José Dantas, afirmou ao Diário de Natal que a fumaça no lixão ocorre porque algumas pessoas queimam o metal cobre (para derreter) e deixam o fogo se alastrar para o restante do lixo. Disse ainda que a prefeitura possui projetos para reformar o matadouro e transferir o lixão, mas não conseguiu recursos para as duas finalidades. Francisco José declarou que a prefeitura enviou projetos relatando as duas situações e com a intenção de firmar parcerias com o Governo Federal, mas ainda não havia obtido uma resposta positiva.

À repórter Andrielle Mendes, Francisco José relatou ainda que o matadouro foi construído fora dos padrões técnicos e que o atual prefeito até pensou em fechá-lo, em 2009, devido às condições precárias encontradas. “Como não havia como fechar, a prefeitura resolveu fazer alguns reparos, comprar equipamentos, mas a estrutura do prédio não comportou a instalação destes equipamentos”, concluiu o secretário.

Na mesma entrevista, o administrador do matadouro, Ruy Gomes Ferreira, reconheceu os problemas e revelou que a situação era ainda pior: “Antes da construção deste matadouro, os bois eram abatidos num local ainda mais precário”. O comerciante João de Louro também foi ouvido pelo Diário de Natal e afirmou que os animais são de fazendas da região e que são vacinados. João de Louro apontou algumas falhas no matadouro e concluiu seu raciocínio dizendo: “Não está no jeito que o Ministério da Agricultura quer, mas também não está defasado”.

Como se ver nesta área, o excesso de burocracia, de regulamentações, a falta de recursos e até questões internas são os principais entraves para a solução desta realidade. Como na maioria dos pequenos municípios, este assunto tem causando polêmica e muitos debates – apesar de poucas ações práticas. A questão já possui um viés de saúde pública e requer soluções para também não prejudicar (de outras maneiras) os consumidores, vendedores e profissionais que sobrevivem da comercialização de carnes.

Apesar de possuir respaldo legal, as denúncias e as interdições não devem ser encaradas apenas como “verdadeiras comemorações”. Não precisam acontecer, mas são apenas os passos normais para consertar o incorreto, o injusto ou o ilegal – desde que não sejam puramente vazias, eleitoreiras, infundadas, irresponsáveis ou até irregulares. É o que diz o bom senso.

5 comentários:

Zé do Conjunto disse...

Esse matadouro foi muito mal projetado,deizem que desede o inicio que o mataddouro é problemático,tava na hora de fechar mesmo,agora esperamos uma ação das autoridades no sentido de regularizar essa situação . Queria saber quem foi o prefeituo que fez esse matadouro tão mal eçaborado, se alguém souber por favor poste aqui.

DARIO PEREIRA disse...

DANIEL PORQUE VC TIROU DO AR O MURAL?? ERA UTIL PRA GENTE INFORMAR ALGUMA COISA DE INTERESSE GERAL. VÊ SE VOLTa com o mural.

DANIEL TARGINO disse...

Dario, o mural saiu do ar porque acabou o periodo de serviço gratuito com o provedor XPG. Em breve ele estará de volta. Obrigado pela dica. Abraços!

J. Cassimiro disse...

Lamentável, mas totalmente correta esta interdição! A carne que o Poçobranquense consome não pode ter origem num ambiente dessa natureza, vizinho a um lixão a céu aberto. É mais uma prova de que o cidadão-gestor não tem compromisso com a população de Poço Branco, nem com os habitantes do Conjunto Habitacional “Novos Tempos”, nem com o Quilombola “Acauã” que convivem com moscas e outros vetores no seu cotidiano, provenientes do Lixão.
Na sua plataforma de governo, a solução desses problemas era uma das 33 ações. É vergonhoso!!!!

Flávio Vínícius disse...

Disse Tudo Cassimiro.