21 de fev de 2011

NOTÍCIAS GERAIS

CARNAVAL DE CONTADOR

Victor Carvalho
O Bloco Contador na Folia chega a sua quinta participação no Carnaval de Poço Branco, iniciada em 2007 com quarenta componentes. No ano seguinte, saltou para mais de sessenta. Passou, em 2009, a ter quase noventa participantes e, no ano passado, levou mais de cem foliões a folia poçobranquense. O bloco vive um momento de reorganização, mas espera contar com cerca de duzentos sócios para 2011. Um dos diretores do bloco, Victor Carvalho, anunciou para o domingo de carnaval (06/03) a realização do tradicional churrasco do bloco, a partir das 13h, na Sede do Flamengo de Contador. O domingo de carnaval no Contador, consolidado definitivamente no calendário festivo do município de Poço Branco, poderá contar com a participação de outras três agremiações carnavalescas locais.

JORNADA PEDAGÓGICA

Jornada realizada em 2010
Será aberta nesta terça-feira (22/02), às 8h, mais uma Jornada Pedagógica dos Profissionais em Educação de Poço Branco. O evento de três dias será realizado no CCI (Centro de Convivência de Idosos) e faz parte do calendário escolar do município. A jornada terá o intuito maior de atualizar o corpo docente das escolas municipais do município e sua organização ficará a cargo da equipe multidisciplinar da Secretaria Municipal de Educação. A palestra de abertura do evento será ministrada pela professora aposentada Sebastiana Rocha Targino, cujo tema versará sobre: “Motivação: uma tarefa diária”.

A ARTE DE VOTAR

O voto obrigatório sempre deu margem para que sejam eleitos (e reeleitos) políticos desonestos, sem caráter e sem compromisso com o povo e a moralidade pública. São estes maus políticos que sujam e maculam a imagem dos demais. A cada eleição eles gastam fortunas para conseguir apoios, mas, depois de eleitos, a grande maioria se esconde da opinião pública e do povo. Não se ver tais políticos, frequentemente, em lugares públicos como ruas, clubes, shoppings, estádios de futebol, igrejas, etc. Não há como contá-los, mas eles estão em todos os municípios brasileiros.

Ao que parece, depois de eleitos é muito mais viável ficar “caladinhos” e acabam aparecendo pouco em seus mandatos. Esta é uma regra que vale para deputados, senadores e vereadores e que atinge, cada vez mais, os chefes dos executivos. Estes últimos, em sua maioria, carregam consigo o mal de não conseguir descer do palanque das eleições passadas. Poucas vezes aceitam uma sugestão ou opinião de algum cidadão que eles consideram “adversário político” – na verdade, muitos não aceitam nem mesmo de aliados.

Essa mudança de tratamento com o eleitor (depois de eleitos), aliado ao aparecimento de escândalos políticos, tem decepcionado, a cada nova eleição, uma quantidade cada vez maior de eleitores. Isso tem feito ressurgir (mesmo que timidamente), através da mídia virtual, um movimento para acabar com o voto obrigatório e torná-lo facultativo. O argumento é simples: irá às urnas apenas quem quiser; quem não desejar, pode ir à praia ou aproveitar o feriado de outras formas.

Em números gerais, a abstenção no Brasil gira em torno de 15%, nas eleições nacionais, e menos de 12%, nas municipais. Este número cresceria muito com o voto facultativo porque apenas as pessoas, de alguma forma interessadas no pleito, iriam às urnas. Iria às urnas aquele quociente de pessoas esclarecidas e que costumam votar lembrando (e muito bem) do que os candidatos não fizeram de “bom” e fizeram de “ruim” em seus mandatos. Iria também aquele eleitor que não se deixa manipular pelas cenas apelativas e emocionais do horário eleitoral gratuito, pela manipulação da grande mídia (a TV) ou pelos boatos criados para enganar a população eleitoral. Seria uma eleição em que apenas quem tivesse algum interesse pelo seu próprio futuro (e de seus semelhantes) iria votar. Nesse caso, e sem medo de errar, a abstenção a nível nacional iria beirar os 50% - principalmente nas grandes cidades.

Como a possibilidade de alterações na lei eleitoral continua remota, os movimentos pelo voto nulo permanecem vivos. Surgidos e extintos diversas vezes, estes movimentos sempre causaram polêmica porque, além de outros motivos, retiram o princípio da escolha entre as opções de votos disponíveis. O voto nulo, assim como o branco, é contabilizado como comparecimento e nunca garantiu ser um ato de indignação. Digitar erroneamente um número anulará o voto, mas esta situação pode ter sido causada apenas por uma distração, por desconhecimento do equipamento ou até de propósito. Mas se o voto não fosse obrigatório, seria possível medir o grau de interesse da população brasileira pelas eleições. E pelos candidatos.

Num país onde Eleições são muito mais um dia de festa do que uma decisão para o rumo de uma cidade ou estado, a legislação eleitoral deveria ser bem mais ferrenha e combativa. A Justiça Eleitoral, principalmente nas pequenas cidades, deveria dispor de uma maior estrutura de pessoal para coibir os tão visíveis crimes eleitorais à luz do dia (e da noite também). Certamente seria impossível evitar todos os desmandos praticados por candidatos que só se elegem porque distribuem mais dinheiro e benesses do que seus concorrentes. Seria uma chance de banir da política os candidatos que se orgulham publicamente de poder “comprar votos” e garantir sua eleição.

O voto obrigatório e suas penalidades vão continuar porque eles alimentam a indústria dos maus políticos, daqueles que arranjam dinheiro (e favorecimentos) através de formas ilegais e, após as eleições, permanecem presos aos que financiaram sua campanha. O voto facultativo criaria um novo tipo de eleitor que exigiria que os políticos mentissem menos e, quando eleitos, trabalhassem mais. Exigiria também que eles fossem menos corruptos, pois esse novo tipo de eleitor teria memória (ao contrário da maioria que faz questão de esquecer ou não dar importância aos escândalos e as más administrações). É verdade que o voto, em qualquer circunstância, dar margem para se eleger bons e maus representantes do povo. É o caso dos países em que o voto não é obrigatório (EUA) e lá, mesmo assim, também aparecem corrupção e escândalo político - em escala menor que aqui, é claro.

O certo é que poucos seres humanos mudam de atitude sem antes experimentar o dissabor da desconfiança, do descrédito, do ostracismo e, no caso dos políticos, da indignação pública. Somente um castigo desta magnitude poderia fazer os maus representantes do povo repensarem sobre o que fizeram e o que deixaram de fazer por todos nós. O voto é uma grande oportunidade para fazer comparações e escolher o melhor (ou o menos ruim), mesmo que esta decisão não seja tão fácil de tomar. Os bons políticos, homens públicos de verdade que, apesar de raros, ainda existem só nos fazem acreditar no voto como a arte de mudar o nosso país, nosso estado e nossa cidade. Por que não?

2 comentários:

José Cassimiro Felipe disse...

Comentário inteligente, meu caro Daniel! Estou concluíndo um comentário intitulado "A Arte de ser Prefeito" que diz um pouco da nossa realidade.

Parabéns!

Conde Dracula disse...

daniel esse comentario seus deixa os pulitico rim de poço branco de cabelo em pé, tudo sao da mesma laia ou naou ?